Trabalho escravo na Amazônia

Está pagina é dedicada a um assunto que poucos conhecem na amazônia,conheça um pouco mais.

Em época onde as relações predominantes são as de lucro, de retorno imediato, é comum nos depararmos com as mais diversas situações e distorções sociais. No chamado modelo de compra e venda (capitalismo de mercado), essa variante se abrange a níveis muito mais amplo, colocando o próprio homem na condição de ser ele mesmo comprado e vendido, numa espécie de negociação sem fim. Na Amazônia atual esse tipo de relação ganha formas e naturezas especificas. Um grande contigente de homens e mulheres lavradores, de todas as faixas etárias de idade, são submetidos as mais diversas circunstancias de trabalho forçado.
O processo de trabalho escravo na Amazônia obedece uma cadeia de interesses viciosa. Sua dimensão se estende a fatores inimagináveis, ou seja, todo mundo ganha com isso, desde os gatos (tipo de interceptador, do grande latifundiário, encarregado de trazer, aproveitando-se da má situação financeira, os trabalhadores até o local de trabalho) às instituições legalistas do estado, gerando uma complicada teia de beneficiados dispostos a tudo para manter tal cenário, onde quem, nisso tudo, perde é o trabalhador, renegado no seu direito a dignidade, atrelados, até o pescoço, pelo difícil acesso, comuns no ambiente das fazendas, em que o trabalhador se ver atolado em dividas, oriundas, principalmente, das suspeitíssimas contabilidades feitas pelo gato.
Segundo dados da Comissão Pastoral da Terra CPT, só no estado do Pará foram libertados 1223 trabalhadores (dos quais 70% são maranhenses), 482 no Espírito Santo e 413 no Maranhão, sendo que os três maiores focos de trabalho estão concentrados, respectivamente, no Pará, Mato Grosso, Tocantins e Maranhão; que, por sua vez, é campeonissimo em exportação de mão de obra escrava para os estados do Pará e Mato Grosso. Para entender tal fenômeno é necessário compreender as realidades sócio – políticas existentes nos locais de origem do trabalhador; em que as políticas publicas voltadas a geração de renda e emprego são as mais péssimas possíveis, forçando o trabalhador rural a sair de seu local natural para aventurar-se por estados outros afora, muitas vezes sobe mentirosas promessas de uma fantasiosa remuneração salarial.
Outro tipo, dentre outros, de trabalho escravo é o encontrado no município de Açailândia, no sudoeste maranhense, em que, novamente, homens, mulheres e crianças são submetidas ao trabalho nas carvoarias, sobe temperaturas, grotescas, acima dos 1400 graus centígrados. Dentre os pontos que se notou foi que, ao contrario do que se pensava antes, o Maranhão, além de exportar mão de obra escrava, também passou a gerar trabalho escravo. Sobretudo se considerar-mos o grande numero de denúncias junto aos organismos de combate ao trabalho escravo no Maranhão, apontando o quadro de precariedade com o qual o trabalhador maranhense é levado a submeter-se, em sua maioria de vezes ambientes insalubres, como é o caso da fumaça produzida pelos quentíssimos fornos de carvão vegetal, expondo, os que lá se encontram, a inalação de dioxido de carbono, substancia, comprovadamente, cancerígena.
Apesar das denúncias e das penas de multa, por parte da Policia Federal, o trabalho escravo na região amazônica vem, de forma assustadora, crescendo. Aliadas a ponderada legislação brasileira de crimes contra os direitos trabalhistas com toda uma rede de pessoas que se alimentam deste tipo de prática, o fluxo desencadeador de trabalho escravo vai ganhando amparo no descaso com a problemática. É claro que trabalho escravo no atual modelo econômico, baseado na maximização do lucro e diminuição dos custos, é uma constante em nosso dia – dia e presente nos quatro cantos do mundo. Porém, o trabalho escravo na Amazônia obedece a um conjunto de fatores peculiares, capazes dá-lo uma subdivisão de conceitos específicos por conta de sua natureza própria.
A luta para que a sociedade se atenha a essa questão se constitui num dos principais desafios. Ao mesmo tempo em que as questões relativas ao combate deste tipo de prática está direcionadas às entidade vinculadas a defesa dos direito humanos, a sociedade teima em permanecer-se indiferente, esquecendo que sua participação nesta luta e de extrema necessidade, tendo-se em conta que seu papel de sujeito integrativo é indispensável para o fortalecimento da causa, dando um basta nesse tipo de prática arcaico

Fonte:http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2002/12/42868.shtml

Opinião do Aluno Gustavo de Bortoli Pazini:o trabalho escravo na Amazônia são os ricos que forçam as pessoas pobres a trabalharem para ele e por um salario muito baixo que é na faixa de R$10,00 ou até menos pois eles só querem lucrar e tem vezes que eles até não pagam os funcionarios só pensando neles mesmos.

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